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A arte me parece um jeito de resistir ao lado do conhecimento

Ler como quem procura janelas abertas para arejar o ambiente mental e físico. Creio que a filosofia da busca pelo equilíbrio enobrece as anotações. Vejo as plantas crescendo. A madeira sendo coberta pelo traço do pirógrafo e a tinta. A lenha queima na lareira ao tempo em que a rocha torna-se um baluarte encantador e próspero. É como se o segredo pudesse preservar o futuro e o sossego.

A paz

Anoto muitas linhas em meu caderno ao tempo em que vago pelas praças da cidade. Encontrei minha paz de novo. A mesma que tinha com 18 anos. Consegui um tanto de solitude e também um pouco de verdadeira companhia. Ao trocar ideias e expor meu trampo resgatei o único modo de vida que conseguiu completar meu ser. Acho que é isso que mais conta em nossa existência: trilhar um caminho que possa verdadeiramente sossegar o nosso coração.

Com o passar do tempo aceleramos demais a nossa vida

Perdemos habilidades manuais e nos afastamos da natureza em busca de uma promessa de progresso que consome todo nosso tempo e nossa saúde. Hoje, não temos alguns costumes que podem ser de grande valia para o corpo, a mente e o espírito. Entre tantos, destaco o hábito do cultivo de plantas e ervas medicinais. Temos a ideia de batermos nas portas das farmácias e dos mercados para comprarmos tudo que simplesmente fora retirado da natureza sem o cuidado da preservação. Eu tento viver na contramão de tal ideia. Destaco o chá de Alecrim com Ora-pro-nóbis. Uma poção que contribui no combate ao cansaço excessivo, má circulação, doenças cerebrais e inflamações etc. Além de tudo, é uma combinação que fornece uma grande quantidade de proteína para nosso corpo, favorecendo inclusive o aumento de nossa atenção. Lembro do meu tempo de criança, quando era comum falar com o vizinho para conseguir a muda de uma determinada planta. Uma época em que todos tínhamos intimidade com a terra e tudo de bom que...