Sempre na rua
Desde que comecei a trabalhar com arte, fiz todo esforço possível para colocar meu trabalho nas mãos das pessoas através da rua, seja na literatura ou nas artes visuais. Pois, sempre tive a visão de que a arte e o artista precisam estar o mais perto possível do povo. É uma opinião profissional. No início, estava por mim mesmo. Depois, com o passar dos anos, trabalhei em muitos lugares e com muitas pessoas. Sempre dei meu sangue pelo todo. Porém, de tanto somar em grupo, chegou um momento, em que optei por retornar ao início de tudo e fazer meu trabalho de maneira solo. Quero aproveitar o tempo que me resta com liberdade. Acho que todos temos necessidades e compromissos. E precisamos equilibrar uma coisa com a outra. Não é fácil. Se a gente não lembrar da gente, como vamos contribuir com o coletivo? Trabalhar no mercado independente é uma escolha para que eu possa escolher. Como sempre digo: não penso em guerra, penso em servir, em ser útil. O artista está para o povo, o produtor ...