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Mammalia

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Existe vida fora do radar

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Tem novidade no varal

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Acordei cedo. A temperatura era de 7º. Fiquei olhando para fora através da janela da cozinha. Vi que tinha vento. Porém, o sol dava sinal de que iria aparecer. Ao mesmo tempo, olhava para o horizonte e percebia que havia possibilidade de chuva. Tenho de me organizar e estender o varal, pensei. Queria expor algumas artes novas, mesmo que fosse por pouco tempo. Depois que as peças estão prontas, gosto de colocá-las na rua com a maior brevidade possível. É uma espécie de consagração. Ao menos é como vejo. Preparei uma xícara de café, bolei um cigarro de palha e sentei em minha poltrona. Logo depois, em pouco tempo, reuni as artes. Catei o varal e uma cadeira. Quando abri a porta da garagem senti o vento. Não está tão forte, pensei. Olhei para o lado e decidi, acho que não chove até o final do dia, pensei. Em poucos minutos estava com tudo no lugar. Olhei para o varal e senti um tanto de satisfação. Afinal de contas, conseguia ver que não havia perdido tempo, pois as artes estavam na...

A vida no estúdio

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Ando em busca da batida perfeita. Tento me equilibrar entre os trabalhos aqui no Mammalia e o descanso. Tenho em mente que não posso fazer mais do que o tempo permite. Porém, também sei que não devo realizar menos do que alcanço. Portanto, me sinto tocando a bateria de um blues ao tempo em que espero pelo momento de lascar um punk e vislumbro um resultado final com a cara do Pink Floyd – minha banda favorita. Acho que o ritmo está em alta em minha vida profissional. E, por isso, tomo a liberdade de utilizar a música como uma metáfora no intuito de me explicar com maior consistência e objetividade. Acho que já identifiquei um método legal para manter as produções em andamento com profissionalismo. O trabalho aqui no estúdio é todo manual. Acredito que tudo que é manual é muito mais artístico. Uso papel e madeira. E, na maioria das vezes, trabalho com giz ou lápis de cor. Contudo, faço uso da aquarela nas duas oportunidades. É a minha assinatura. Como estruturei minha casa e minha vida...

Prólogo - Fio da Navalha

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Fio da Navalha é uma homenagem a todos os autores, artistas visuais e editores independentes do Brasil e do Mundo. É um tapa nas costas. Um abraço. Um sorriso e um tanto de reconhecimento para quem acorda todos os dias com a mesma motivação: escrever, dar forma aos sentimentos, desenhar, pintar e publicar. Esta é a minha política. Este: é o meu Partido. É como sempre digo, “os punks não morrem, porque nossas ideias já foram imortalizadas”. Tudo começa com um garoto que nasceu em uma pequena cidade de 2.000 habitantes nos confins do Rio Grande do Sul – Brasil em 1978. Vivendo ao lado das matas, colhendo frutas das árvores mais altas, galopando no lombo dos cavalos mais ágeis, pescando e nadando em rios enormes e profundos. Sim, amando os animais. A natureza. A arte! Sem equipamentos, sem grandes tecnologias, a vida era movida pela adaptação e a superação. Um tempo, em que para comprar um livro do grande Charles Bukowski era preciso percorrer 80 km até Passo Fundo – RS para ter o pra...

Depois do lápis de cor

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Gosto de trabalhar manualmente, também na linha editorial. Acredito que fazer isso agrega valor para a peça que estou desenvolvendo. E por isso, costumo desenhar e pintar com o lápis, antes de finalizar com a água. Na minha visão: fazer isso permite que o trabalho fique com um visual mais artístico. Portanto, costumo deixar a peça descansar até que fique bem seca. Isso evita que a água se movimente sobre a superfície do papel e produza cores e profundidades indesejadas no projeto. Além do mais, ajuda a manter a autenticidade durante o processo de construção da obra e colabora com o desejo de uma ótima impressão. Pois, na minha visão, saber esperar faz com que a digitalização da ilustração tenha um resultado detalhado e verdadeiro a respeito das cores, luzes e sombras que compõem a imagem. Acho que tudo que produzimos de maneira manual tem um tempo diferente e um detalhe a mais para observar. É um modo de trabalhar que privilegia a singularidade e a expressão de cada obra de acordo com ...

Finalizei a capa

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A melhor parte de me concentrar no trampo aqui no estúdio é essa: mobilidade. Ser a única força motriz da qual necessito para produzir e distribuir minha arte é um ponto primordial em minha vida profissional. E usar o muro aqui do estúdio como base para mangueio contribuiu em grande escala para que o trabalho tenha visibilidade. Pois, através de tal ação, consigo aproveitar o tempo de maneira integral e promover a logística com facilidade. Nos próximos dias a publicação Fio da Navalha estará participando das exposições de rua aqui no muro do estúdio e ao alcance de qualquer um que goste de ler. É esta velocidade e autonomia que me deixa feliz e satisfeito com o atual momento. Afinal de contras , usando tal estratégia, a distribuição acontece de maneira orgânica. Enfim, não posso deixar de mencionar o blog. Uma ferramenta que uso há muito tempo. A qual, tenho de dizer, acho indispensável para reunir, organizar e veicular o meu trabalho de maneira satisfatória para além da cidade e...