A arte de florescer

Desde o final de semana passado que não para de chover por aqui. Acabei ficando em casa todos estes dias e me dediquei ao trabalho. Recuperei alguns livros e terminei uma pirogravura para entregar. Quero voltar para as ruas tão logo a chuva passe. Mas, enquanto o tempo passa, também aproveito meu tempo para beber ideias alheias. Hoje, liguei o computador para navegar um pouco. E vagando de um endereço ao outro percebi que o artista de rua tem muito a dizer. Passei em um blog de um cara que admiro e degustei um tanto de seus textos. Enquanto observava suas colocações notava que o mundo é diferente em paisagem, mas o fio da meada é o mesmo. Pelas ruas e praças encontrei o que me faltava. Queria vivência e experiência. A arte é o que uso para viver e trocar ideias com as pessoas. Falando com elas, vejo como valores e demandas e comportamentos são diferentes quando comparamos indivíduos lotados em grupos sociais distintos. Quando leio e fico pensando sobre os conteúdos que acesso, tenho a sensação de estar diante do pano que estico lá na rua. Pensando um pouco sobre tudo que li hoje pela manhã e em tudo que encontro e vivo lá na rua consigo notar que a vida é uma escolha individual. E o que tenho entendido ao longo dos anos é que a arte é a mensagem que consegue dialogar com qualquer pessoa que esteja fora do seu estado de alerta. Pessoas que estão em sentido contrário ao posto de dominador são muito mais sábias do que aquelas que desejam comandar. O que identifico nelas é um jeito diferente de sentir e viver. Enfim, tomara que a labuta continue assim. Aos poucos vamos crescendo e ajudando a crescer. É o tipo de arte que me importa: a arte de florescer em comunhão.

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