Um dia para ler “70 Historinhas” de Carlos Drummond de Andrade


É um dia de chuva. Faço um breve passeio para além da minha casca de caramujo e observo: nada novo no front. Volto aqui para dentro e lá pelas tantas, acho um livro meio amarelado pelo tempo. Então penso, é este, certamente é bom e o capturo para ler, como se diz.
Falo do livro “70 Historinhas” de Carlos Drummond de Andrade, uma compilação de prosa, que reúne uma seleção em formato de crônicas e contos em uma antologia versátil. É uma edição do outubro de 1978 e que foi arranjada nas oficinas da Compositora Helvética e impresso nas oficinas da Editora Vozes para a Livraria José Olympio Editora e tem 158 páginas da mais pura literatura.
Uma obra, em que Drummond, em tom de um humor extremamente habilidoso e singular, presenteia o seu leitor com um grande número de situações geniais, que denotam o cotidiano e seus instantes inesperados, ao tempo em que exerce a sua sensibilidade como maestro da linguagem e observador de olhar cirúrgico.
E é por essas e por outras, que acho que você vai gostar destas “70 Historinhas” muito bem escolhidas e velozes. É Drummond em grande estilo. Vale a pena ler. Seja em pequenas doses ou mesmo de um fôlego só: faça chuva ou sol.

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