A carta


Quando o Dick foi trancado naquele quarto, conseguíamos ouvir seus gritos. Ninguém podia fazer nada por ele. O sequestrador carregava uma marreta em suas mãos. Não sabíamos ao certo o que acontecia. O fato é que estamos presos aqui há dias. Acho que é uma fábrica abandonada. Somos quatro pessoas e todos estamos baleados em uma de nossas pernas. Não temos noção de quanto tempo ficaremos vivos. Tento ajudar aos demais, mas não sei como. Já não tenho mais esperanças em voltar para casa e ver minha família. Então escrevo esta carta de despedida, talvez, a polícia ou alguém descubra o nosso paradeiro um dia e compreenda o que aconteceu com a gente.

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