Pequena crônica de trabalho
Quando um artista assume-se como
operário, muda seu posicionamento e começa vender a maior parte do que ele
produz: muita coisa muda. A despensa enche, as contas ficam em dia, o coração
sossega e a alma se fortalece. Os dias se tornam melhores, o sol fica mais
quente, a chuva ganha uma aparência leve e tudo se transforma em algo mais
terno e mais profundo. O caminho floresce, a inquietação some e o silêncio
liberta.