Um dia de calmaria

Há tempo que não tinha uma tarde assim. Não ouço barulho algum. Sinto como se o silêncio houvesse tomado conta de tudo e todos. Nem mesmo os pássaros cantam. O sol está tímido. O vento também não ressoa. Não sei o que pensar a respeito deste momento. Não sei ao certo qual é a razão para um dia tão pacífico. Será um dia de tristeza? Um dia de preguiça? Talvez, um dia de reflexão coletiva? Não sei. Realmente não sei. O fato é que estou escrevendo um pouco. Aproveitando este instante para calejar a ponta de meus dedos. Sinto conforto em meu coração. Minha alma está regenerada. É como se alcançasse um estado de equilíbrio muito próximo do nirvana. Tenho tentado viver com esperança e sabedoria. Aos poucos fui conseguindo lidar com o caos em minha volta. E, hoje, percebo este silêncio como parte de minha caminhada. E, particularmente falando, o interpreto como sendo a colheita de um plantio árduo que venho fazendo. Sinto que, aos poucos, estou salvando-me da loucura, da dor, do aborrecimento e de todas as mazelas que um mundo doido, como este, possa colocar sobre os ombros de uma pessoa. Sinto-me completo. Sereno. E pronto para viver feliz pelo resto de meus dias.


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