A literatura e a estética de nossos demônios

Estou pensando aqui com meus botões. Ler é um ato de revolução do mesmo modo que escrever também é. Um completa o outro. A literatura dá luz ao que faz parte dos dramas humanos. Nenhuma inspiração pode ser maior do que a vida. Acho que em muitos casos a literatura soa intimidadora porque remexe nas entranhas de quem escreve e de quem lê igualmente. Aprendi com Dostoiévski que não precisamos enfrentar todos os nossos monstros de uma só vez. Porém, ler e escrever são hábitos que me cativam desde sempre e me fizeram mais forte. Mergulho nos textos e me sinto confortável enquanto penso em tais demônios. Vejo a estética que a literatura compartilha ao transformar vida em arte como sendo algo primordial para nosso crescimento pessoal e social. E numa hora destas também penso no velho Bukowski quando disse que a gente deve encontrar o que amamos e deixar que isso nos mate. Sei que a literatura me ganhou ainda jovem e me deu o mundo e a vida para conhecer. Agradeço por isto todos os dias. E quando lembro daquele menino esquelético e solitário sentado sobre o tronco de uma árvore, lendo ao sol em um dia de inverno, só consigo pensar em salvação.


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